Estimado leitor:
Continuar contentes o Redentor é aceitar a vida como o maior dom que o Pai nos concede e buscar vivê-la em plenitude, “no amor dos irmãos, na alegria, na paz, na união”*, como diz a música. Com muita alegria, a comunidade formativa do Postulantado e Pré-noviciado reúne-se, ao final de cada mês, para comemorar os aniversariantes, com a celebração da Eucaristia e uma confraternização, com jantar festivo. No primeiro dia desse mês de Abril, festejamos não só os aniversariantes do mês de Março, como também o único natalício de Abril. Rendemos graças pela vida do Cristilherme (17/03), do Carlos (27/03), do Oblato redentorista Sebastião – o “Seu Tião” e, no mesmo dia, também o meu aniversário (31/03), e, por fim, do Rogério (01/04).
*Música: Te amarei, Senhor!
| Na foto: Paulo, Cristilherme, Sr. Tião, Carlos e Rogério. |
Na primeira confraternização do ano realizada na comunidade S. Clemente II, os pré-noviços capricharam! A ambientação (criação de Henrique César) remetia à bem-vinda estação do outono. Uma enorme árvore caducifólia brotou em nosso pátio, forrando com folhas vermelhas uma praça, iluminada por aconchegantes lanternas. No menu, o chef Bruno Prudente preparou Filé de Cação ao molho de camarão! Oh-la-lá! O delicioso cardápio combinou perfeitamente com a noite alegre de integração, partilha e ação de graças.
Obrigado a todos os que nos ajudam a perceber cada dia de nossas vidas como dom do Pai!
Pré-noviço Paulo Dutra.
| Pré-noviços 2011 Em pé: Paulo, Reinaldo, Jonas e Henrique. Sentados: Tiago, Rogério, Alex, Pe. Domingos Sávio, Geovane, Wallace e Daniel "Shandão". |
Homenagem aos aniversariantes de Março e Abril:
Amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)
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